Google on TV

Não.... não é mais uma entrevista....

A Google anunciou recentemente o lançamento de um software capaz de transmitir vídeos, fotos e música diretamente de um PC para a televisão, uma tendência no mercado atual com os chamados Media Centers.

O The Register explica que o Google Media Server é um aplicativo gratuito para Windows, que trabalha em conjunto com o também gratuito Google Desktop. A dupla envia arquivos multimídia, hospedados no PC, para um televisor a partir de algum dispositivo UPnP como, por exemplo, o PlayStation 3.

Jogadores do Xbox 360, todavia, não poderão contar com a novidade, pelo menos por enquanto. Isso porque o videogame da Microsoft, apesar de se conectar a um servidor UPnP, necessita de um serviço exclusivo da empresa, utilizado apenas para conteúdo protegido e, por isto, inacessível legalmente a terceiros, conforme noticiou o site Tech.Blorge.

O software vai além de transmitir vídeo que já está no PC. Com o programa, usuário pode também acessar conteúdo do site de vídeos YouTube e ver álbuns hospedados no serviço Picasa, conforme informou a Google em seu blog. Outros dispositivos famosos como o Apple TV e o Media Smart TV da HP já têm esse recurso, e sua adição ao PS3 traria mais uma opção ao consumidor - e colocaria o videogame em grande vantagem frente a seu maior rival, o Xbox 360 da Microsoft.

O Google Media Server está em versão de testes beta, ou seja, não é estável e recomendado para usuários que querem um programa pronto para o uso ou livre de falhas. Interessados em testá-lo mesmo assim podem baixá-lo aqui.

Segundo a Wikipedia, a sigla UPnP quer dizer Universal Plug and Play e é um conjunto de protocolos de rede de computadores lançado pelo Forum UPnP. O objetivo UPnP é facilitar a conexão direta entre dispositivos, simplificando a implementação de redes em casa e em escritórios. A Wikipédia possui ainda uma lista, em inglês, de dispositivos UPnP, mas é preciso lembrar que uma pequena parte dos dispositivos UPnP ainda não são compatíveis com o Google Media Server - a exemplo do Xbox 360.

Vírus que cobra resgate - O Retorno

O vírus Gpcode, existente desde 2006 e que em julho de 2007 ganhou as manchetes de sites de segurança por seqüestrar os dados do usuário e pedir US$ 300 de resgate, está de volta, de acordo com a firma de segurança Kaspersky Labs.

Segundo o site The inquirer, a praga, utilizada em ataques isolados e classificada como "ransomware", criptografa todos os arquivos .bak (temporários criados por editores de texto e documentos), .doc, .jpg e .pdf, excluindo os originais. Quando o usuário tenta abrir algum destes arquivos cifrados, recebe uma mensagem de onde comprar a ferramenta para decifrar os dados.

Por usar uma poderosa chave de 1024 bits na criptografia dos arquivos, a Kaspersky está encontrando problema em neutralizar o vírus e estima que seriam necessários 15 milhões de computadores modernos rodando por um ano para quebrar a chave.

No passado, o código do Gpcode continha brechas que permitiram que as firmas de segurança quebrassem o algoritmo criptográfico utilizado (naquela época com chaves de apenas 660 bits), o que não parece acontecer com a nova versão.

A Kaspersky afirmou que seus antivírus são capazes de detectar todas as versões do Gpcode, mas até o momento não conseguiu descobrir como os usuários estão tendo seus computadores infectados por ele.

Por enquanto não há alarde a respeito do vírus, o que mostraria que o Gpcode está tendo uma disseminação lenta, conforme explicou o site InformationWeek.

O site CNet afirma que a Kaspersky já começou uma iniciativa batizada de "Stop the Gpcode Virus" (na tradução, "Pare o vírus Gpcode"), convidando todos os especialistas em criptografias e segurança a trabalhar na quebra da chave. Interessados podem se inscrever no fórum da companhia. (Acesse clicando aqui!)

Novo Serviço de Anexos de Email

A Scribd lançou ontem, 4 de junho, seu novo serviço iPaper@Scribd, uma nova forma de compartilhar arquivos de documentos pela internet, que converte arquivos enviados em um formato específico da empresa. Tal formato pode ser acessado por qualquer navegador que tenha o plugin Flash, da Adobe.

O site TechCrunch afirma que o sistema é extremamente simples, bastando ao usuário incluir o endereço ipaper@scribd.com em sua lista de envio (no campo CC do email) para que o anexo seja transformado e reenviado como URL para você e os outros destinatários originais da mensagem.

O serviço ainda oferece ao destinatário a chance de baixar o arquivo originalmente anexo, ideal para usuários que queiram guardar o original, além de garantir a privacidade do documento enviado, informando que ele não será incluso em qualquer listagem ou indexado por mecanismos de busca.

Em uma entrevista com o site Webware, Trip Adler, co-fundador do Scribd, comentou a respeito da iniciativa e que, ao contrário de um recurso semelhante no Gmail, que permite ver arquivos de documentos direto do navegador, o iPaper@Scribd mantém toda a formatação original, permitindo que o usuário utilize zoom, aproximando ou distanciando o documento.

Para garantir que nenhum arquivo ilegal seja enviado, a companhia utiliza mecanismos de verificação e, em casos em que este não funciona, trabalha com a remoção manual.

Entre os formatos com os quais o serviço trabalha estão arquivos
  • doc (Documento do Word)
  • docx (Documento do Microsoft Office Word 2007)
  • ppt (Apresentação do PowerPoint)
  • pptx (Apresentação do Microsoft Office PowerPoint 2007)
  • PPS (Slide do PowerPoint)
  • xls (Folha de trabalho do aplicativo Excel)
  • xlsx (Planilha do Microsoft Office Excel 2007)
  • pdf (Formato de Documento Portátil Adobe Acrobat)
  • odt (Documento de Texto do OpenDocument)
  • odp (Documento de Apresentação do OpenOffice.org)
  • sxw (Documento de Texto do OpenOffice.org 1.0)
  • sxi (Documento de Apresentação do OpenOffice.org 1.0)
  • txt (Documento de texto puro "sem formatação")
  • rtf (Documento no formato Rich Text)
Interessados podem conhecer mais a respeito de iPaper@Scribd em scribd.com/ipaper@scribd.

Olho na mão

A fabricante Omnivision, que se dedica ao desenvolvimento de sensores CMOS de imagem, que equipam as câmeras digitais de celulares, criou um novo design de chip que pode elevar a qualidade presente nos telefones para até 8 megapixels.

Segundo o site Gizmodo, o sensor batizado de OmniBSI utiliza uma técnica já conhecida de retroiluminação que permite que mais luz chegue a cada pixel, ao contrário dos sensores normais CMOS, que utilizam iluminação frontal, provocando perda de qualidade no processo.

A fabricante está testando os sensores e pretende demonstrar os primeiros produtos antes do fim de junho de 2008, conforme declarou a companhia em anúncio oficial.

O número de megapixels define a resolução final da imagem. Quanto mais megapixels uma câmera tiver, maior poderá ser a ampliação ("revelação" ou impressão) da fotografia. Para a web ou para ampliações no tamanho normal de fotos, 10 x 12 cm, uma quantidade muito grande de megapixels não ajudaria. Especialistas como o fotógrafo Ken Rockwell chamam a atenção para o fato de que, apesar de os fabricantes estarem numa espécie de "corrida armamentista" em busca da maior densidade de pixels, outros fatores são mais importantes para a qualidade da imagem. Um desses fatores, por exemplo, é a qualidade e o tamanho das lentes. Um sensor de muitos megapixels em conjunto com lentes ruins pode degradar uma fotografia em vez de melhorá-la. Lentes de telefones móveis costumam ser, pela própria miniaturização dos telefones, muito pequenas.

(Conclusão: Na hora de comprar, vide sempre todas as configurações. E se tiver dúvida, procure alguém que você conheça que entenda do assunto.... ou eu mesmo, deixe um scrap...)

Mozilla quer Recorde de Downloads

A Fundação Mozilla começa a organizar o Firefox Download Day, uma tentativa de colocar a nova versão do navegador nas páginas do livro dos recordes com um alto número de downloads durante as primeiras 24 horas de disponibilidade.

O lançamento está previsto para meados de junho, conforme noticiou o site Tech.Blorge e os preparativos para o lançamento já estão em curso.

O site TechSpot explica que para promover a iniciativa foi criada uma página em que os usuários podem se cadastrar para declarar apoio e a intenção de baixar o software assim que for lançado.

Até o fechamento desta nota, aproximadamente 330 mil pessoas tinham se cadastrado, sendo destas pouco mais de 20 mil do Brasil. Para se cadastrar, visite a página dedicada à iniciativa. (Visite aqui e ajude...)

Garoto morre, fone de ouvido é culpado

Um acidente improvável reacendeu a chama do debate a respeito do perigo dos fones de ouvido e tal fato não causaria estranheza se não fosse pela explicação de como tudo aconteceu.


Isaiah Otieno, canadense de 23 anos, foi atingido por um helicóptero (???) enquanto andava em direção à sua caixa de correio. O fone de ouvido, todavia, teria sido o culpado por não permitir uma reação de Otieno, que sequer percebeu a aproximação do veículo.

O site Globe and Mail noticiou que testemunhas oculares afirmaram que Otieno não sabia do que estava prestes a acontecer (sério mesmo?), e amigos confirmaram que o jovem freqüentemente ouvia música com fones de ouvido e cobria parcialmente sua cabeça com o capuz de um agasalho.

A suspeita foi suficiente para ressuscitar o debate, que parecia ter esfriado há alguns meses. No ano passado, o senador Carl Kruger propôs um projeto de lei para banir o uso de iPods e outros dispositivos eletrônicos nas ruas, alegando que podiam distrair pedestres enquanto atravessavam as ruas. A proposta não foi aceita, mas repercutiu em diversas outras ações que colocavam o fone de ouvido como vilão. (Ah..... tadinho dele... vai pegar prisão perpétua....)

O site Gizmodo concorda que ouvir música em volumes altos pode distrair, mas acha que estão ignorando que o canadense foi atingido por um helicóptero e sequer há provas de que ele estava com os fones no ouvido.

Gigapixel em Fotos

Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, criaram um dispositivo capaz de aumentar a potência de câmeras digitais em centenas de vezes, ultrapassando a fronteira do gigapixel (mais de mil megapixels).


Batizado de Gigapan, o modelo pode revolucionar a fotografia amadora, noticiou o site da Times, informando que a invenção transforma uma simples fotografia em uma experiência panorâmica navegável por um computador.

O Gigapan utiliza um robô sobre um tripé que comanda a câmera para tirar centenas de fotografias de um mesmo objeto ou cenário, cada uma com uma pequena diferença no ângulo. Estas capturas são então agrupadas automaticamente por um software.

A fusão das centenas de fotos permite que uma gigantesca imagem possa ser aproximada em diversos pontos, como se fosse um ambiente 3D. O processo pode demorar cerca de dez minutos, conforme explicou o site The Inquirer.

O invento, parte do projeto Global Connection Project (GCP), patrocinado pela Nasa, Google e também pela National Geographic, ainda está sendo testado mas deve custar algumas centenas de dólares quando lançado, algo ainda sem data definida.

Um exemplo das panorâmicas feitas pelo Gigapan pode ser visto em: (muito bom..... é uma foto na Inglaterra em direção ao relógio-torre BigBan.... dá para navegar e ampliar muito!!!)
http://www.gigapan.org/viewGigapan.php?id=3332&window_height=567&window_width=1008

Site Principal:
http://www.gigapan.org

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